Redação
A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi localizada nesta segunda-feira (23) após passar três dias desaparecida durante uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo na Indonésia. Apesar da localização, o resgate ainda não foi concluído devido à difícil acessibilidade do terreno e às más condições climáticas.
Juliana foi vista por equipes de resgate em uma área íngreme e escorregadia da montanha, com mais de 3 mil metros de altitude. A operação precisou ser interrompida temporariamente por volta das 16h (horário local) desta segunda, mas foi retomada na manhã seguinte com reforço de alpinistas experientes e equipamentos adequados.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a família confirmou a localização da jovem e agradeceu o empenho das equipes envolvidas, mas também expressou preocupação com o ritmo do resgate. Segundo os familiares, Juliana está há mais de 72 horas sem acesso a água, comida ou agasalhos, o que agrava ainda mais sua situação.
Controvérsias e críticas ao resgate
Amigas que acompanham o caso na Indonésia contestaram informações divulgadas por autoridades locais de que Juliana teria recebido suprimentos ainda no domingo (22). Segundo elas, a brasileira não estava mais no local indicado e os vídeos divulgados com drones seriam antigos ou inverídicos. Elas também criticaram a falta de preparo e equipamentos adequados das equipes de resgate.
“Nossa última esperança é o envio de um helicóptero para alcançar a Juliana”, declarou Carol Coentro, amiga da publicitária.
O acidente
Juliana Marins caiu em uma área de difícil acesso durante uma trilha no Monte Rinjani na madrugada de sexta-feira (20), quando participava de uma expedição turística. De acordo com relatos, ela teria se afastado do grupo junto com um guia e, por volta das 17h do sábado, foi vista sentada em uma encosta, ferida e sem conseguir se locomover.
A jovem, que é natural de Niterói (RJ), sofre de miopia e estava sem os óculos no momento do acidente. Além disso, usava roupas leves e inadequadas para as baixas temperaturas da montanha.
Atuação do Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores, por meio da embaixada brasileira em Jacarta, acompanha o caso de perto e confirmou que duas equipes foram enviadas para o local. O ministro Mauro Vieira iniciou contatos com autoridades do governo indonésio para pedir reforços na operação de resgate.
Em nota, o Itamaraty afirmou que os esforços seguem intensificados, apesar das condições meteorológicas adversas.
A expectativa da família e dos amigos é que Juliana seja resgatada com vida ainda nas próximas horas. O caso continua mobilizando brasileiros nas redes sociais, que pedem rapidez e apoio internacional para o resgate.
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